MNCTI: Pesquisadores debatem propriedades revolucionárias do grafeno

 

Descoberto em 2004 a partir de pesquisas com o grafite, o grafeno rendeu em 2010 o Prêmio Nobel de Física a dois pesquisadores russos. Hoje o material promete revolucionar diferentes setores da indústria. Para explicar as razões, o Mês Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovações trouxe neste sábado (3) um painel organizado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict/MCTI).

Moderado pela pesquisadora do Ibict, Hetiene Pereira, e participação dos pesquisadores Diego Piazza e Ricardo Schaefer, o bate-papo explicou que o grafeno se destaca por ser um nanomaterial (que mede a milionésima parte de um milímetro) com propriedades de agregar valor a produtos em diferentes áreas.

“Esses materiais em escala nano conferem melhorias a produtos que na sua forma convencional não conseguiriam agregar esse valor. Essas melhorias vão ser usadas, por exemplo, em um cosmético, um sistema de filtração de água. É um campo extremamente vasto o uso das nanopartículas até que a gente chega ao grafeno”, disse Piazza.

Schaefer contextualizou o cenário da pesquisa com o grafeno no Brasil. “Nós logramos criar no Brasil um centro de excelência voltado para pesquisa e desenvolvimento de produtos com uso de nanomateriais de carbono, de maneira mais geral, e do grafeno em particular. Do ponto de vista da pesquisa científica nós temos muito avanço e, ao mesmo tempo, nós temos uma indústria diversa que permite que o grafeno possa ser utilizado para elevar o patamar competitivo com aplicações diversas”.

O grafeno pode ser aplicado em áreas que passam pela impressão 3D, setor industrial, aeromotivo, aeroespacial, eletroeletrônica, área médica, construção civil. Como produtos que podem ser criados, os pesquisadores deram exemplos de tintas com maior duração, lubrificantes mais eficazes, tecidos antibactericidas e bicicletas mais leves e resistentes.

A razão de o material ser tão flexível é que ele combina diferentes propriedades e consegue transferir essas características quando misturado. “O grafeno tem essa característica única. Ele combina diferentes propriedades: resistência mecânica, mais forte que o aço, é transparente, tem propriedades antibactericidas, é um excelente condutor de calor e eletricidade e ao se misturar com outros materiais, ele empresta essas características, esses ‘superpoderes’ a outros materiais”, afirma Schaefer.

Por fim, Diego apontou quais áreas de formação lidam com o grafeno. A ideia é que a quantidade de aplicações exige um diálogo entre diferentes áreas. “Um único profissional sozinho nunca vai conseguir fazer todos os estudos e aplicações conjuntas que o grafeno permite. O trabalho conjunto vai ser sempre necessário. É importante conversar com profissionais das engenharias e da química para entender as aplicações.  As áreas de formação da vida, exatas como um todo e saúde são setores em que todos os profissionais têm condições de trabalhar com o grafeno”.

Mês Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovações

O MNCTI foi instituído pelo decreto nº 10.497/2020, que atribui a coordenação do evento ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Ao longo de outubro, o canal do YouTube do MCTI traz centenas de horas de conteúdo online para mobilizar e levar a ciência, tecnologia e inovações mais perto do dia a dia da população.

A cada dia, uma organização vinculada ao MCTI leva ao ar uma série de palestras, oficinas e conteúdos que podem ser acompanhados em www.youtube.com/ascommcti.

Confira também a programação completa do Mês em www.snct.mcti.gov.br.

 

Via MNCTI: https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/noticias/2020/10/mncti-pesquisadores-debatem-propriedades-revolucionarias-do-grafeno

Compartilhe:
Translate »